sábado, 19 de novembro de 2011

"Novo"

a nova cortina;
a nova camisa;
um novo carro;
um novo celular

Mas é apenas uma organização diferente dos mesmos átomos!
Já estavam aqui desde a misteriosa Gênese.

Que novo então há no Universo se o que é tua pele já estava aqui?
E até teu peito,
teu coração ferido,
onde guardas mágoas de tempo antigo:
era poeira, ouro, coelhinho branco, sol e macieira.

De nova apenas tua compreensão de tudo o que é velho e reciclável.
Única e inédita.
O etéreo e novo que compõe tua vida.


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(originalmente em Cachoeirinha das Letras)

Poema de Passagem

A Fada Bailarina Psi
Aparece de repente.
Seu balé hipnotiza e
Molda o céu em nossa mente.

Setecentas são suas cores
Setecentos seus encantos.
Com seus olhos sublinhados
Desvia a longe a foz dos prantos.

A Fada Bailarina Psi
Pinta aos passos nossa vida
Desfilando a sua graça
Enquanto a cidade passa
E a jornada é comprida.


Meu Amor na Redenção

Meu amor ligou; maroto recado:
"Espairecerei, vou pra Redenção"
Pois não vai sem mim, sabes bem:
Contigo levas sempre meu coração.
 
"Mas que rimas pobres, sem sofisticação!"
 
Se há doutrina a seguir na construção de um verso,
A regulamentar momentos onde estou disperso,
Posiciono-me à margem, entre os que se põem laicos.
 
Tais "rivalidades" causam em mim asco.
Torço então pro Inter (que goleia o Vasco)
Sem Olympiakos versus Panathinaikos.