Mostrando postagens com marcador Verso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Verso. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de fevereiro de 2015

JOGO

O esporte vem trazer
Metáfora doída:
Nem todos podem vencer.
Atroz jogo da vida!


---
(originalmente em Concurso de Trovas EdiPUC 2011 - contagem de sílabas poéticas fail :D -)

sábado, 11 de agosto de 2012

Chute


Detestava estudar:
Mal ia à escola.
Chutou no vestibular,
Agora chuta uma bola.



---
(originalmente em Concurso de Trovas EdiPUC 2011 - contagem de sílabas poéticas fail)

sábado, 14 de julho de 2012

O que não é meu


na multidão,
no anúncio da tv,
no calçada da minha rua,
percebo sorrisos que não são os meus.

em ensaio,
(na volúpia trazida da certeza da morte)
verifico se consigo fazer o mesmo.

não.

sorriso de espanto,
sorriso de medo
sorriso de enfado.
sorriso
sorriso
sorriso.

quantos sorrisos de quanta gente não são os meus?

se escondo meus dentes na mais aguda euforia...
defendo-me do quê?

por detrás da tela luminosa
observo a desenvoltura das gentes.
não é a minha.

examino a sociabilidade.
o tempo percorrido de forma leve
a sábia - pois não objeto de reflexão - aceitação da rotina,
das responsabilidades, do ir adiante.
do sorriso pronto.

não são minhas estas habilidades.

examino os gestos dos que tomam iniciativa.
os admiro
(ou os invejo?)

na tv, um qualquer filme passa
vida de excessos é vida bem vivida - apreendo em erro.

não é a minha.

Qual é a minha?
(Qual é a tua, você, o espelho? Imagem patética!)

Todos têm as suas drogas;
refugio-me nas minhas:

Encho
o copo,
o prato,
a borracha.


mas




vazio














eu

sábado, 3 de março de 2012

Jorro

Anjos ofertam ajuda, mas de todos corro.
Pouco revelo em face: máscara, gorro.
Visto raiva, tristeza; pelo amor escorro.
Busco um inimigo, mas com ninguém concorro.
Inquieto na agonia, à loucura recorro
Escapismo, exagero, excesso, jorro!
Sujo parede, cama, piso, forro!
Contradição então: na metáfora incorro.
Busco plateia atenta à dor que eu percorro.

Quem sabe morro?!

Grito.
GRITO!
GRITO!

Mas não admito
pedir socorro

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não faça versos

Não faça versos.

Não faça versos a ninguém.

Só faça versos a coisas, objetos
Pedra, sapato, bola de futebol.

A pessoas
Não faça versos.
Não faça homenagens, odes ou declarações.
Nem a favor, nem contra.
Não cometa estes versos.

Dedique palavras, rimas ou não,
Coração, mente, língua, tempo
(Tempo!)
Só dedique versos a coisas.

Entregue seu coração a traduzir caixotes
escrivaninhas
enciclopédias
porta-retratos

Mesmo a armas!

Mas só a coisas
Pois são tão somente coisas
E nunca irão te magoar.

Não façamos versos a ninguém!
É perigoso.

Hoje
E por algum tempo mais

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Conquista

É final de casa cheia
E um menino imaturo
Corre, dribla e muito anseia
Com a conquista e um futuro.


---
(originalmente em Concurso de Trovas EdiPUC 2011 - contagem de sílabas poéticas fail)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Euforia

Labor, cansaço, patrão...
Logo a alforria:
Seu time, na decisão;
No peito, euforia.


---
(originalmente em Concurso de Trovas EdiPUC 2011 - contagem de sílabas poéticas fail)

#1 (v. 2011)

E eu procuro entender
Tento, mas é só respeito
A quem deixou que o Destino
Movesse as peças desse jeito.

Face pintada em tom de adeus:
Bilhete escrito; (mas) encontro o Amor.
Ao que do caos surge um sentido.
Nada mais busco ao que me opor.


---
(originalmente em Estava Eu)







#1 (v. 2000)

E eu procuro entender
Tento, mas é só respeito
A quem deixou que o Destino
Movesse as peças desse jeito.

E honesto a mim sigo tentando
Livrar-me do que foi deixado:
Amor resulta em mil feridos
Nem quem se salva é culpado.


---
(originalmente em Estava Eu)

sábado, 19 de novembro de 2011

"Novo"

a nova cortina;
a nova camisa;
um novo carro;
um novo celular

Mas é apenas uma organização diferente dos mesmos átomos!
Já estavam aqui desde a misteriosa Gênese.

Que novo então há no Universo se o que é tua pele já estava aqui?
E até teu peito,
teu coração ferido,
onde guardas mágoas de tempo antigo:
era poeira, ouro, coelhinho branco, sol e macieira.

De nova apenas tua compreensão de tudo o que é velho e reciclável.
Única e inédita.
O etéreo e novo que compõe tua vida.


---
(originalmente em Cachoeirinha das Letras)

Poema de Passagem

A Fada Bailarina Psi
Aparece de repente.
Seu balé hipnotiza e
Molda o céu em nossa mente.

Setecentas são suas cores
Setecentos seus encantos.
Com seus olhos sublinhados
Desvia a longe a foz dos prantos.

A Fada Bailarina Psi
Pinta aos passos nossa vida
Desfilando a sua graça
Enquanto a cidade passa
E a jornada é comprida.


Meu Amor na Redenção

Meu amor ligou; maroto recado:
"Espairecerei, vou pra Redenção"
Pois não vai sem mim, sabes bem:
Contigo levas sempre meu coração.
 
"Mas que rimas pobres, sem sofisticação!"
 
Se há doutrina a seguir na construção de um verso,
A regulamentar momentos onde estou disperso,
Posiciono-me à margem, entre os que se põem laicos.
 
Tais "rivalidades" causam em mim asco.
Torço então pro Inter (que goleia o Vasco)
Sem Olympiakos versus Panathinaikos.





quarta-feira, 17 de março de 2010

Bicho-Homem

Bicho-Homem procura;
olha;
quer.

Bicho-Homem aprende;
ensina;
confunde.

Bicho-Homem se ocupa;
ocupa;
se culpa.

Bicho-Homem aceita;
esquece
(ou tenta).

Bicho-Homem copula;
procria;
defeca.

Bicho-Homem ama;
odeia;
faz versos.

Bicho-Homem domina;
se exibe;
se ilude.

Bicho-Homem pensa que não é bicho.

Bicho-Homem nasce;
Bicho-Homem morre;
Bicho-Homem se putrefaz.

Bicho-Homem tem pressa e publica qualquer coisa.


----------------------------
(publicado originalmente em: http://estavaeu.blogspot.com/2009/12/bicho-homem.html)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

de Repente, o Leão.


O Leão

Nem me lembro de existir
Antes de vir meu presente
Ganhei um leão para cuidar
E como eu fiquei contente!

Quem me deu não sei quem foi
Mas só pode ser do bem
Pode ser alguém como eu
Pode ser um ser do além...

Junto ao bicho, ainda pequeno,
Uma carta e as instruções
Nela regras a seguir:
Justas ordenações.

Pois espero que eu nunca
Desaponte o presenteador
Não cuidando bem do bicho
Que ele deu com tanto amor

Tudo bem que a criação
Do leão custa um bocado
Conto mil os sacrifícios
Pra deixá-lo bem cuidado.

Noutras vezes o leão,
Sem culpa de seu instinto
Me fere e me ameaça
O que me assusta, não vos minto.

Por essas dificuldades
Já pensei em me livrar do leão.
Mas me lembro então da carta
E quão injusta uma objeção.

Confesso que pode ser medo
Prefiro dizer precaução
Pois não sei como o presenteador
Reagiria à minha opção.

E vos digo sem rodeios
Não duvidem disto não:
Posso ter pouco pra mim
Mas pro leão não falta não.

Pois eu acho um absurdo.
Ganhar de graça um presente
Reclamar do bicho, o custo
E tornar-se um descontente.

Está tão bom o nosso papo
Mas não posso mais ficar
Já aceitei ter pouco tempo
Pra pensar em "bem-estar"
Do contrário não tenho como
O leão alimentar.
========================

(originalmente em: http://fotolog.terra.com.br/dgf:25)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Torto, Tolo

Pareço torto, tolo apaixonado
Que diz amar sem nem saber se gosta
Pra me vingar da tua alegria
Fui, em caminho errado, achar resposta

Quase nem pensei
em você. Já faz quase uma semana
Pra tentar me livrar do que há anos
Me prende nesta falta "doce-insana"

Mas é só uma palavra
De qualquer um que fale o seu nome
Que aqui já não me encontro
E o caminho que eu seguia errado, some

Será que é pra sempre?
Será que essa novela não tem fim?
Vingança era mentira
E se é dor até faz bem pra mim

E se é o tal destino
Dizendo que pra longe eu não vou?
Tentei embarcar antes
Mas minha mente nunca acompanhou

Chateio meu amigos
Mas acredito ainda que é amor.
======================

(originalmente em: http://estavaeu.blogspot.com/2007/09/estava-eu-abrindo-velha-caixa-de.html
)