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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Faça! (reloaded)


"* Durma pelo menos 8 horas por dia.
* Alimente-se bem no café da manhã, saboreando bem os alimentos.
* Faça 5 refeições curtas durante o dia, mastigando bem - e com calma - a comida.
* Use fio dental pelo menos uma vez ao dia.
* Faça exercícios físicos por, no mínimo, 30 minutos ao dia, 3 dias por semana.
* (Antes, se aqueça por cerca de 10 minutos.)
* Faça trabalho voluntário.
* Saia para se divertir com seus amigos. 
* Visite parentes e amigos que você não vê há tempos.
* Leia jornais. Não apenas um, mas vários, para tirar suas próprias conclusões.
* Informe-se bastante sobre política. Isso é ser cidadão!
* Beba pelo menos 2 litros de água por dia.
* Leia atentamente os contratos e manuais dos produtos que você adquire.
* Ria bastante.
* Aprenda uma segunda língua.
* Vá ao teatro.
* Leia livros. 
* Pesquise bem os preços de um produto em diferentes lojas antes de comprar algum.
* Caminhe.
* Vá ao seu médico uma vez ao ano para um check-up, assim como ao seu dentista para uma revisão específica.
* Dedique 30 minutos por dia para massagem facial.
* Não se acomode em relação ao seu trabalho: faça cursos, aperfeiçoe-se e mantenha-se sempre atualizado nos assuntos relacionados à sua área profissional.
* Dê atenção - dedique parte de seu tempo - aos seus filhos, sua esposa, seus familiares.
* Tenha um tempo para si mesmo, para não pensar em nada: só deixar o tempo passar...
* Mas anote outras tarefas e necessidades que por ventura surgirem. Não estou me lembrando agora de algumas, senhor..."

Agora, cadê aquele dia de 80 horas que me prometeram?
afff...

"* Ah, e não use filtro solar... (Ao menos não quando você for tomar os necessários 15 minutos de banho de sol diários - entre 10h e 15h.)"


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(originalmente - acho - no finado fotolog [!] do Terra)
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Estava eu... pollockiando


Vê este espaço em branco isolado aqui no canto...
Vai sendo engolido, perdendo sua pureza no amarelo... E as outras cores vão tomando conta do resto da tela...

O fundo é mesmo um céu azul bem chavão: celeste, claro, muitas nuvens bem delineadas, quase infantilmente pintadas. Mas as nuvens não são tão brancas. Misturo com um pingo de preto. Só um pingo é o bastante.

O que está em cima é o que importa: o vermelho cuspido, o azul-escuro derramado direto da lata, o preto manchando todos os cantos... Quase todos. Pincéis? Não.

Ora, não me venha com suas ideias preconcebidas de como as coisas deveriam ser... Isso pode ser um monte de borrões incompreensíveis pra você mas pra mim faz sentido.

É como eu faço.

Olhe essa outra tela. Sim: tinta preta em todos os cantos. Todos.
Como não faz sentido? Passe a mão por sobre a tela. São diferentes tipos de tinta, pois sinta, formando um relevo, um relevo do que está por trás disto, o que ficou encoberto, o que não importa mais, o que foi esquecido por algum momento e assim ficou.

É como eu sei fazer.

=-=-=-=-=-=--=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-===-----=-=-=-

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(originalmente em Estava Eu)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Versículo apócrifo do dia



"Não sejais o tolo estepe dos que temem ficar ajorjadinhos. 
Sois mais valorosos que isso, posto que os que vos exploram de tal forma não amam a ninguém, senão a si mesmos.” 

(Dieguegeefias, 13:08)

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(no terceiro dia [porra, até que enfim!], quebrou o frasco. E ressuscitou.) 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Viver é uma dádiva.





===
Viver é uma dádiva. 
Por isso, agradeça cada minuto! :)))

São poucos e simples os
ingredientes para a felicidade:

faça o que não quer fazer;
coma o que não quer comer;
aceite o que não quer aceitar;
sinta o que não quer sentir.

{o avesso é >
imoral,
inconveniente,
inadequado,
irresponsável,
inútil: impossível;

com onerosa resposta
de outrem,
do corpo,
da natureza,
de divindades [inventadas (ou não)]}

Chafurde,
ore,
dance,
vomite,
lamba,
inspire.

Esqueça-se!

Controle-se.

Controle-se.



Controle-se.
De novo.

E seja feliz,
meu irmão celestial.

Como não sê-lo? :)
---

Clório Mãnfro Bêbido.

---
(originalmente nos "Facebook da vida")




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

mente mente


E volta:

DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
DESISTA!
RESISTA!
Resista.

Resista.




Insista.

Insista!








(- Mas... no quê?
- Mente à mente.)




E volta.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Berghof, Davos-Platz

Fatia o dia em prestações - é como pode pagar.

Vence uma hora;
Distrai outra;
Esquece mais uma em seguida.

- Vamos, não desista!

---

Testaste cumprir a tudo o que fosse correto.
Perdeste.

Testaste cumprir a tudo o que lhe fosse espontâneo.
Perdeste-te.

Pratica um novo caminho.
Um novo método.
Método!

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Derrota mais alguns minutos com bravura.
Não necessita mais de um sentido; necessita de uma arma!
Erudição, futilidade, devaneio, obrigações compõem o arsenal.

---

"Nosso único bem é sempre o Agora, e tão somente isso."

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Desequilibra-se.
Foram alguns segundos? Ou um punhado de horas?

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Sem mais
Dias.
Apenas dia. Apenas hora. Vamos!

- Parecem-te incorretos os próximos trinta minutos?

---

Para seguir precisa de um método.

---

"Só temos o exato momento, nada mais."

---

Paira voz no ar em grotesca provocação, cuspindo-lhe na face:
"- Findam-se os dias ternos!
- Fundam-se os dias eternos!"

Lutam dentro de si díspares resoluções.

---

Método.
Método.
Meto todo o passado - e futuro - em pasta velha e ponho fogo.

---

Vamos, mais algumas horas e terás sono.

Amanhã?

---

- Mais algumas horas para ti percorreres, meu eterno amor.

---

No segundo dia
Desabou miseravelmente ao fim da quarta hora.

sábado, 19 de novembro de 2011

Meu Amor na Redenção

Meu amor ligou; maroto recado:
"Espairecerei, vou pra Redenção"
Pois não vai sem mim, sabes bem:
Contigo levas sempre meu coração.
 
"Mas que rimas pobres, sem sofisticação!"
 
Se há doutrina a seguir na construção de um verso,
A regulamentar momentos onde estou disperso,
Posiciono-me à margem, entre os que se põem laicos.
 
Tais "rivalidades" causam em mim asco.
Torço então pro Inter (que goleia o Vasco)
Sem Olympiakos versus Panathinaikos.





sexta-feira, 19 de março de 2010

"Trilogia" dos Suricates


I


Ele não quer sair de casa. Diz que "os outros" estão por toda parte: quatro patas, um coração, mas dois olhos que provavelmente só foram criados pra lhe olhar com censura e reprovação.

Ah, se ele pudesse ficar sempre na sua toca. Sua cama, suas coisas. Não sentiria falta do sol nem do luar, acreditem.

Mas querem mais dele: hoje irá cuidar dos outros enquanto dormem. Podem vir predadores, o que não é em nada absurdo! É a lei da selva, não é?

Mas ah, se ele pudesse, ficava ali, esperando o tempo passar, em seu porto seguro. Sua toca, seu lugar, longe do que é normal.

---

II


(...e os barcos até ficam mais seguros parados nos portos, mas não foram feitos pra isso...)

"Sou suricate. Alguns me chamam de suricata, outros de suricato, mas é só não me chamar de Timão que por mim tá tudo bem."

E o suricate desafia seus instintos (se são dele só podem ser naturais) e vai em frente. Tem vontade de olhar pra trás. Persiste. Não se sente à vontade mas se sente melhor.

É desses que vivem na sombra.

"Vai, Suricate! ser gauche na vida."

---

III


A montanha russa teve aprimorados seus loopings, suas subidas e seus mergulhos.

Vamos de novo!
(Apesar de nunca ser o último recomeço...)

Liberdade!
("Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir...")

Laralaralá!
(A toca o aguarda)


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(originalmente em http://fotolog.terra.com.br/dgf:26)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Água

É assim:
Outrora morna e límpida;
Hoje fervente.
Já deverias ter te acostumado com como as coisas são.

Pois te encontrarei: não adianta fugires.
Qualquer que seja o teu refúgio, quaisquer que sejam os obstáculos e quão elaborada for a fortaleza que construíres, nada te livrarás. Pois contornarei com leveza cada mínima fresta estreita que deixares descoberta.

E então permearei por todos os teus poros, penetrarei escaldante teu corpo gota a gota, retorcendo-te, arrancando-te tudo o que já não será mais. Dissolverei-te em alma e restos.

Não guardes mágoa:
Guardes tua língua.
Sou água
Sou vida.

Apenas vida.

E tu que lês! Tens sede?

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(originalmente em http://clubeliterariodecachoeirinha.blogspot.com/2007/09/gua-por-diego-gf.html)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Montanha Sagrada


Montanha Sagrada

Sagrados somos nós, de carne e ossos, que agüentamos dores, angústias e culpa por uma natureza não escolhida;

Santos somos nós que pagamos diariamente por um presente que nunca cessa de ser cobrado;

Divinos somos nós que pouco escolhemos do que gostar ou sentir, e que ainda assim admitimos que tudo é justo, como se a escolha fosse sempre fácil e fria;

Superiores somos nós que sofremos, temos dúvidas, somos ignorantes e fracos;

Especiais somos nós, que saímos de onde não sabemos, por um motivo que não conhecemos, para sentir coisas que não gostaríamos de sentir, e somos inclinados a sentimentos errados, plantados no mundo como uma opção por sabe-se lá que motivo, e dedicar louvores em troca de não receber uma justa punição.

Sagrados somos nós. Nós e a montanha. De onde sai o grito, errado ou certo, fruto de uma natureza não escolhida, incontentável e revoltada:

Mentiroso! Assassino! Demônio!

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(originalmente em: http://fotolog.terra.com.br/dgf:30)

Montanha Sagrada

Sagrados somos nós, de carne e ossos, que agüentamos dores, angústias e culpa por uma natureza não escolhida;

Santos somos nós que pagamos diariamente por um presente que nunca cessa de ser cobrado;

Divinos somos nós que pouco escolhemos do que gostar ou sentir, e que ainda assim admitimos que tudo é justo, como se a escolha fosse sempre fácil e fria;

Superiores somos nós que sofremos, temos dúvidas, somos ignorantes e fracos;

Especiais somos nós, que saímos de onde não sabemos, por um motivo que não conhecemos, para sentir coisas que não gostaríamos de sentir, e somos inclinados a sentimentos errados, plantados no mundo como uma opção por sabe-se lá que motivo, e dedicar louvores em troca de não receber uma justa punição.

Sagrados somos nós. Nós e a montanha. De onde sai o grito, errado ou certo, fruto de uma natureza não escolhida, incontentável e revoltada:

Mentiroso! Assassino! Demônio!