sexta-feira, 19 de março de 2010

"Trilogia" dos Suricates


I


Ele não quer sair de casa. Diz que "os outros" estão por toda parte: quatro patas, um coração, mas dois olhos que provavelmente só foram criados pra lhe olhar com censura e reprovação.

Ah, se ele pudesse ficar sempre na sua toca. Sua cama, suas coisas. Não sentiria falta do sol nem do luar, acreditem.

Mas querem mais dele: hoje irá cuidar dos outros enquanto dormem. Podem vir predadores, o que não é em nada absurdo! É a lei da selva, não é?

Mas ah, se ele pudesse, ficava ali, esperando o tempo passar, em seu porto seguro. Sua toca, seu lugar, longe do que é normal.

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II


(...e os barcos até ficam mais seguros parados nos portos, mas não foram feitos pra isso...)

"Sou suricate. Alguns me chamam de suricata, outros de suricato, mas é só não me chamar de Timão que por mim tá tudo bem."

E o suricate desafia seus instintos (se são dele só podem ser naturais) e vai em frente. Tem vontade de olhar pra trás. Persiste. Não se sente à vontade mas se sente melhor.

É desses que vivem na sombra.

"Vai, Suricate! ser gauche na vida."

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III


A montanha russa teve aprimorados seus loopings, suas subidas e seus mergulhos.

Vamos de novo!
(Apesar de nunca ser o último recomeço...)

Liberdade!
("Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir...")

Laralaralá!
(A toca o aguarda)


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(originalmente em http://fotolog.terra.com.br/dgf:26)

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