sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Montanha Sagrada


Montanha Sagrada

Sagrados somos nós, de carne e ossos, que agüentamos dores, angústias e culpa por uma natureza não escolhida;

Santos somos nós que pagamos diariamente por um presente que nunca cessa de ser cobrado;

Divinos somos nós que pouco escolhemos do que gostar ou sentir, e que ainda assim admitimos que tudo é justo, como se a escolha fosse sempre fácil e fria;

Superiores somos nós que sofremos, temos dúvidas, somos ignorantes e fracos;

Especiais somos nós, que saímos de onde não sabemos, por um motivo que não conhecemos, para sentir coisas que não gostaríamos de sentir, e somos inclinados a sentimentos errados, plantados no mundo como uma opção por sabe-se lá que motivo, e dedicar louvores em troca de não receber uma justa punição.

Sagrados somos nós. Nós e a montanha. De onde sai o grito, errado ou certo, fruto de uma natureza não escolhida, incontentável e revoltada:

Mentiroso! Assassino! Demônio!

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(originalmente em: http://fotolog.terra.com.br/dgf:30)

de Repente, o Leão.


O Leão

Nem me lembro de existir
Antes de vir meu presente
Ganhei um leão para cuidar
E como eu fiquei contente!

Quem me deu não sei quem foi
Mas só pode ser do bem
Pode ser alguém como eu
Pode ser um ser do além...

Junto ao bicho, ainda pequeno,
Uma carta e as instruções
Nela regras a seguir:
Justas ordenações.

Pois espero que eu nunca
Desaponte o presenteador
Não cuidando bem do bicho
Que ele deu com tanto amor

Tudo bem que a criação
Do leão custa um bocado
Conto mil os sacrifícios
Pra deixá-lo bem cuidado.

Noutras vezes o leão,
Sem culpa de seu instinto
Me fere e me ameaça
O que me assusta, não vos minto.

Por essas dificuldades
Já pensei em me livrar do leão.
Mas me lembro então da carta
E quão injusta uma objeção.

Confesso que pode ser medo
Prefiro dizer precaução
Pois não sei como o presenteador
Reagiria à minha opção.

E vos digo sem rodeios
Não duvidem disto não:
Posso ter pouco pra mim
Mas pro leão não falta não.

Pois eu acho um absurdo.
Ganhar de graça um presente
Reclamar do bicho, o custo
E tornar-se um descontente.

Está tão bom o nosso papo
Mas não posso mais ficar
Já aceitei ter pouco tempo
Pra pensar em "bem-estar"
Do contrário não tenho como
O leão alimentar.
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(originalmente em: http://fotolog.terra.com.br/dgf:25)

Montanha Sagrada

Sagrados somos nós, de carne e ossos, que agüentamos dores, angústias e culpa por uma natureza não escolhida;

Santos somos nós que pagamos diariamente por um presente que nunca cessa de ser cobrado;

Divinos somos nós que pouco escolhemos do que gostar ou sentir, e que ainda assim admitimos que tudo é justo, como se a escolha fosse sempre fácil e fria;

Superiores somos nós que sofremos, temos dúvidas, somos ignorantes e fracos;

Especiais somos nós, que saímos de onde não sabemos, por um motivo que não conhecemos, para sentir coisas que não gostaríamos de sentir, e somos inclinados a sentimentos errados, plantados no mundo como uma opção por sabe-se lá que motivo, e dedicar louvores em troca de não receber uma justa punição.

Sagrados somos nós. Nós e a montanha. De onde sai o grito, errado ou certo, fruto de uma natureza não escolhida, incontentável e revoltada:

Mentiroso! Assassino! Demônio!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

#2

"Eu me viro", disse a mulher de rosto pouco belo mas de traseiro com generosas curvas, explicando a uma amiga como se sustentava.

Caprichos

Por aquela fêmea de olhos castanhos e pele morena ele fazia tudo. Mas adotar o visual do Chimbinha foi a gota d'água.

Torto, Tolo

Pareço torto, tolo apaixonado
Que diz amar sem nem saber se gosta
Pra me vingar da tua alegria
Fui, em caminho errado, achar resposta

Quase nem pensei
em você. Já faz quase uma semana
Pra tentar me livrar do que há anos
Me prende nesta falta "doce-insana"

Mas é só uma palavra
De qualquer um que fale o seu nome
Que aqui já não me encontro
E o caminho que eu seguia errado, some

Será que é pra sempre?
Será que essa novela não tem fim?
Vingança era mentira
E se é dor até faz bem pra mim

E se é o tal destino
Dizendo que pra longe eu não vou?
Tentei embarcar antes
Mas minha mente nunca acompanhou

Chateio meu amigos
Mas acredito ainda que é amor.
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(originalmente em: http://estavaeu.blogspot.com/2007/09/estava-eu-abrindo-velha-caixa-de.html
)

sábado, 25 de outubro de 2008

#1

"Game over."
E chorou, desesperado; mãos sobre o console, corpo fétido.